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Durante os primeiros 21 dias do mês de março, diversas atividades foram realizadas em diferentes territórios com o objetivo de enfrentar as desigualdades e violências raciais, conscientizar a população sobre o racismo e defender a importância de políticas públicas antirracistas. Nesse contexto, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras se engajou ativamente na Campanha 21 Dias de Ativismo contra o Racismo, uma frente de luta autogestionada, criada por ativistas do movimento negro em 2017.

Nos dias 18 e 20 de março, o CEPRO promoveu duas ações voltadas à valorização da história e da luta da população negra. As atividades integraram a campanha e incluíram a exibição de curtas-metragens sobre resistência e identidade, além de uma roda de leitura infantil que abordou o legado da intelectual Lélia Gonzalez.

A campanha faz referência ao 21 de março – Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória ao massacre de Sharpeville, ocorrido em Joanesburgo, África do Sul, em 1960, quando dezenas de pessoas foram mortas e mais de 100 ficaram feridas por protestarem contra as leis do regime do Apartheid.

Uma das ações foi o Cineclube CEPRO, com o tema “As Mulheres Negras no Cinema: Construindo Resistências e Utopias”. Durante uma aula pública do Curso de Pré-Vestibular Social do CEPRO, foram exibidos três curtas-metragens premiados: KBELA, de Yasmin Thayná; Vidas de Carolina, de Jéssica Queiroz; e Corpos Invisíveis, de Quézia Lopes. As produções apresentaram diferentes perspectivas sobre as vivências de mulheres negras no Brasil, abordando temas como identidade, memória, desigualdade racial e de gênero.

> “O audiovisual tem o poder de construir novas representações e reforçar a luta das mulheres negras por dignidade e direitos. Trazer essa discussão para o público jovem é essencial”, destacou Guilhermina Rocha, presidenta do CEPRO.

Já a Biblioteca Popular Patativa do Assaré realizou uma edição especial do Clube do Livro, voltada ao público infantil. O encontro teve como foco o livro Lélia Gonzalez, da Editora Mostarda, escrito por Flávia Martins de Carvalho e ilustrado por Leonardo Malavazzi. A obra integra a Coleção Black Power e apresenta a trajetória da filósofa e militante que se tornou referência no pensamento afro-latino-americano e na luta antirracista.

> “A representatividade na literatura infantil é um passo fundamental para fortalecer a identidade das crianças negras e valorizar a história das mulheres negras no Brasil”, afirmou Guilhermina Rocha.

Atualmente em sua 9ª edição, a campanha tem contribuído de forma significativa para a visibilidade das pautas antirracistas, ampliando os espaços de reflexão e debate sobre o racismo e suas múltiplas expressões na vida da população negra. Ela promove ações em diversas frentes – na educação, por meio de atividades em escolas e organizações sociais, e também nos campos da cultura, saúde e direitos humanos – reafirmando o compromisso com a transformação social e a justiça racial.

   

Cineclube CEPRO, com o tema “As Mulheres Negras no Cinema: Construindo Resistências e Utopias”

Já a Biblioteca Popular Patativa do Assaré realizou uma edição especial do Clube do Livro, voltada ao público infantil.

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